Orixás e entidades espirituais da Umbanda
- financeiro004683
- 24 de jul. de 2025
- 5 min de leitura
A Umbanda é uma religião brasileira que harmoniza influências africanas, indígenas e católicas, conectando-se com diversas entidades espirituais e orixás. As imagens utilizadas nos cultos simbolizam a presença e a força dessas energias divinas. Conheça algumas das principais figuras da Umbanda:

Orixás
1. Oxalá – O pai dos Orixás
Orixá da paz, da sabedoria e da harmonia, Oxalá é quem define o fim de todos os seres. Geralmente, é representado vestido de branco, segurando um cajado, simbolizando pureza e serenidade. No sincretismo, é associado à figura de Jesus.
2. Iemanjá – A rainha do mar
Iemanjá é a orixá das águas salgadas, protetora dos pescadores e considerada a grande mãe dos orixás. Representa a maternidade, a fertilidade e a proteção dos lares. Geralmente, é retratada como uma bela mulher emergindo das ondas, vestindo azul e branco, simbolizando a serenidade do oceano. No sincretismo, é associada às figuras de Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora dos Navegantes ou Nossa Senhora da Glória.
3. Ogum – O guerreiro invencível
Orixá da guerra, dos metais e da tecnologia, Ogum é o guardião dos caminhos e simboliza coragem, força e proteção. Geralmente, é representado como um guerreiro com espada ou lança. No sincretismo, é associado à figura de São Jorge.
4. Oxóssi – O guardião das matas
Senhor das florestas e da caça, Oxóssi é associado à sabedoria, à fartura e à prosperidade. Sua imagem tradicional o mostra com arco e flecha, sempre atento e vigilante. No sincretismo, é associado à figura de São Sebastião.
5. Exú – O mensageiro dos caminhos
Guardião das encruzilhadas e comunicador entre os orixás e os humanos, Exu é uma entidade dual, que tanto protege quanto testa a humanidade. Frequentemente retratado com um bastão ou tridente, simboliza dinamismo e transformação. No sincretismo, é associado à figura de Santo Antônio.
6. Xangô – O Orixá do fogo e do trovão
Senhor do trovão e do fogo, Xangô simboliza a justiça, a sabedoria e o poder. Sua imagem geralmente o mostra com um machado duplo, representando sua força implacável. No sincretismo, é associado à figura de São Pedro ou São Jerônimo.
7. Oxum – A deusa das águas doces e do amor
Orixá das cachoeiras e da fertilidade, Oxum é a personificação do amor e da delicadeza. Sua imagem frequentemente inclui espelhos e adornos dourados, simbolizando a riqueza e a beleza. No sincretismo, é associada às figuras de Nossa Senhora Aparecida ou Nossa Senhora da Conceição.
8. Nanã – Protetora dos idosos e desabrigados
Ligada à ancestralidade e à sabedoria profunda, Nanã é uma orixá dos mangues, pântanos e do renascimento. Seu simbolismo remete à memória do povo e ao ciclo da vida e da morte. No sincretismo, é associada à figura de Sant'ana.
9. Iansã – A guerreira dos ventos e tempestades
Dona dos raios e das ventanias, Iansã é a orixá da paixão, da coragem e da intensidade. Sua imagem frequentemente inclui espadas e leques, representando sua força e energia arrebatadora. No sincretismo, é associada à figura de Santa Bárbara.
10. Omolú – O senhor da cura
Orixá da saúde e das doenças, Omolú é o senhor das transformações. É representado coberto de palha, simbolizando o mistério e a renovação. No sincretismo, é associado às figuras de São Lázaro e São Roque.
11. Logun Edé – O príncipe da dualidade
Metade caçador, metade encantador das águas, Logun Edé é um orixá que representa versatilidade e beleza. Sua imagem o mostra ora como um guerreiro, ora como um ser sereno das águas. No sincretismo, é associado à figura de Santo Expedito.
12. Obá - Guerreira da superação
Obá é a orixá da resistência, coragem e disciplina. Representa a força feminina que supera desafios e transforma dor em crescimento. Sua aparência é imponente, vestindo roupas avermelhadas e portando uma espada ou escudo, simbolizando sua bravura. No sincretismo, é associada às figuras de Santa Joana D'Arc e Santa Catarina de Siena.
13. Yewá - Guardiã dos mistérios
Orixá associada à pureza, à introspecção e ao conhecimento oculto. Yewá rege as águas profundas e os mistérios do mundo espiritual. É representada como uma jovem bela e reservada, vestida em tons rosados ou avermelhados, segurando um arco ou uma serpente. No sincretismo, é associada à figura de Santa Luzia.
14. Ossain - O senhor das ervas e da cura
Ossain é o orixá do conhecimento das ervas, das folhas sagradas e das curas espirituais e físicas. Sua energia está presente nas matas e nos segredos da natureza. Costuma ser representado com vestes verdes e segurando um feixe de folhas ou um cajado. No sincretismo, é associada à figura de São Benedito.
15. Oxumaré - O arco-íris da trasnformação
Oxumaré é o orixá da dualidade, do equilíbrio entre o céu e a terra e da renovação cíclica da vida. Também rege a prosperidade e a continuidade. Sua imagem mostra um ser andrógino com um arco-íris ao redor do corpo, simbolizando a conexão entre o espiritual e o material. No sincretismo, é associado à figura de São Bartolomeu.
16. Ibeji - A alegria e proteção das crianças
Eles são os orixás gêmeos que simbolizam a infância, a alegria, a pureza e a renovação da vida. Protegem as crianças e trazem leveza ao espírito. São representados como duas crianças sorridentes, vestindo roupas coloridas e segurando brinquedos ou doces. No sincretismo, são associados à figura de São Cosme e Damião.
Espíritos Guias da Umbanda

5. Pomba Gira – A senhora dos mistérios do amor
Entidade feminina poderosa, ligada à sensualidade, à liberdade e à proteção amorosa. Geralmente representada como uma mulher elegante e sedutora, é a guardiã das encruzilhadas amorosas.
10. Pretos-Velhos – Sabedoria dos ancestrais
Os pretos-velhos são espíritos de antigos escravizados, conhecidos por sua imensa sabedoria e humildade. Suas imagens geralmente os retratam sentados, fumando cachimbos, simbolizando paciência e conhecimento.
11. Caboclos – A força dos povos indígenas
Espíritos de ancestrais indígenas, os caboclos representam força, coragem e ligação com a natureza. São frequentemente retratados com cocares e lanças, simbolizando proteção e sabedoria selvagem.
12. Boiadeiros – O espírito da liberdade
Representam a coragem e a destreza dos vaqueiros, sendo ligados à liberdade e à superação de desafios. Costumam ser representados com chapéus de couro e laços.
13. Marinheiros – Os viajantes dos mares espirituais
São entidades alegres e espirituosas, associadas ao movimento e à fluidez das emoções. Suas imagens os mostram com uniformes navais, simbolizando experiência e desapego.
14. Erês – A inocência e a pureza
Espíritos de crianças, representam a alegria, a pureza e a esperança. Geralmente são representados brincando e segurando doces, simbolizando a ingenuidade e a energia renovadora.
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